14/07/2017

(Entrevista-Distimia1)


 
Entrevista com a escritora Lenise M. Resende sobre Distimia:

1- Como você descobriu que estava com distimia?
Resp. – Após a perda de um filho fiquei muito deprimida e comecei a fazer tratamento psiquiátrico e psicanalítico. Mas só depois de uns dez anos fiquei sabendo sobre a distimia.

2- Quais foram as barreiras enfrentadas ao perceber?
Resp. – O maior obstáculo sempre foi a idealização suicida, a falta de vontade de continuar viva.

3- Após a descoberta da distimia você teve alguma mudança de hábito?
Resp. – A mais marcante foi ter deixado de comparecer as festas da família, inclusive o Natal.

4- Como você era antes da distimia?
Resp. – Uma versão magra do que sou hoje.

5- Como está agora após descobrir que tem distimia? Por que é difícil perceber que está com distimia?
Resp. – Saber que temos uma doença crônica ajuda a persistir no tratamento. É difícil perceber que uma pessoa está com distimia porque é uma doença que ainda não é bem conhecida.

6- Pesquisas afirmam que um dos sintomas da distimia é o mau humor. Você se considera um pessoa mal-humorada?
Resp. – Tenho um humor deprimido, e prefiro observar mais do que falar. Mas o fato de estar séria não significa estar mal-humorada. E, em geral, isto fica perceptível quando relato certas situações, que vivi ou presenciei, sob uma ótica divertida.

7- O que você pensa a respeito de "vou sorrir só para agradar uma pessoa" ?
Resp. – Em algumas situações é melhor dar um sorriso triste do que uma resposta grosseira.

Nota - Trecho de entrevista com a escritora Lenise M. Resende, feita por Viviane A. da Silva, estudante de jornalismo, matéria para uma atividade da Universidade Metodista de São Paulo. (21/10/2014)

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